Duplicação da Estrada do Lameirão mostra caminhos a seguir

Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro, 02 de março de 2026.
A segunda fase do Anel Viário de Campo Grande, marcada pelo inicio da duplicação de um trecho da Estrada do Lameirão, anunciado pela prefeitura neste fim de semana, mostra o caminho a ser seguido para justificar a construção de um mergulhão e um túnel, além de viadutos e rotatórias, que não se justificarão sem a duplicação das principais estradas da região. Sem isso, chegar a Avenida Brasil sem grandes retenções continuará sendo um desafio.
Perguntas que não calam
Como chegar sem engarrafamento à parte da Estrada do Lameirão duplicada sem antes duplicar o trecho da própria Estrada do Lameirão entre a Avenida Santa Cruz e Estrada Posse? Sem duplicar ainda, as congestionadas Estradas da Posse e da Caroba, do Pré, de parte da Avenida de Santa Cruz no trecho entre a Estrada do Pré e o Viaduto Marcelo Alencar, estradas da Cachamorra, do Monteiro, e Rua Olinda Elis, entre outras?
Como chegar ao Mergulhão sem engarrafamento sem duplicar as Estradas Rio do Á, do Monteiro, da Cachamorra?
Como chegar ao Túnel sem engarrafamento sem duplicar as estradas da Caroba, Monteiro, Cachamorra, Rua Olinda Elis, entre outras?
Errando outra vez?
O Plano de Mobilidade, conduzido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, reúne obras integradas, túneis, viadutos, pontes e requalificação de vias para melhorar o trânsito, organizar a circulação no bairro e tornar os deslocamentos mais rápidos, porém, não considera a duplicação das principais estradas. Nas últimas décadas o número de carros, motos, bicicletas e transeuntes se multiplicou e transformou Campo Grande no maior bairro do Brasil. A falta de planejamento, agora cobra o preço. Se o prefeito Eduardo Paes continuar economizando ao não duplicar as estradas alegando o alto custo das desapropriações, vai empurrar mais uma vez com a barriga o problema que ele mesmo criou, pois foi prefeito de 2009 a 2016 e participou dos governos anteriores de Cesar Maia.
Segundo Caminho
O Plano de mobilidade de Campo Grande construirá ainda, um novo túnel sob o Morro João Vicente, que criará uma rota direta entre a Estrada da Posse e a Avenida Brasil, mostrando o segundo caminho a ser seguido para resolver o problema da mobilidade urbana na região: a construção de novas vias duplicadas. O túnel, com aproximadamente 350 metros, terá duas galerias e duas faixas por sentido. Ele se conectará ao primeiro túnel de Campo Grande sob o morro Luís Bom, formando um eixo direto entre o centro de Campo Grande e a Avenida Brasil.
Por Jessé Cardoso

